sábado, 9 de janeiro de 2010

poema publicado na antologia " Sociedade dos poetas vivos"



Diva

Ao ouvir o timbre da sua voz
Dissolveu-se qualquer engano...
Convertestes o nada
O vazio e o silêncio
Em um harmonioso arpejo
De sons e de luz

Notas delicadas
semeadas ao vento
que alcança o coração
numa eclipse momentânea
da razão e o juízo

é o exercício do verbo em sua boca
que transcende,
sorve a atenção
e torna serena
a alma

Nessa aurora de emoção
Meu ser outrora pálido
Agora acende um canto
Embalado por gritos de “bravo”
Vindos da platéia em êxtase...

Quero ancorar o meu ”barco”
Na lúdica imagem do teu corpo (penso!)
Uma silhueta perfeita
Cingida de raios ao céu...
Brilhante como o mais fino cristal

És um Ser iluminado
Sou seu fã
Guarde esse poema
Pois ele declara
amor a nada
amor a tudo
amor por você...